Yahoo! Notícias: Deu França no Eletronika
Indie, dance music, rock, new wave, hip hop, entre vários outros ritmos passaram pelo Eletronika, festival que, da última quinta a domingo (05 a 07/11), celebrou as novas tendências da música na capital mineira. Entre as várias boas surpresas, estava o time francês que representou muito bem o seu país e foi o responsável pelas melhores apresentações do Espaço 104, local onde se concentrou boa parte da programação.
A abertura oficial do Eletronika teve início na quinta (05/11), quando o público teve o privilégio de ver novamente a lendária banda Virna Lisi, em cena após 12 anos longe dos palcos. Apesar do longo hiato, o grupo se mostrou em forma. E ao ver o vocalista Cesar Maurício com grande desenvoltura e boa voz entoando as cultuadas Eu Quero essa Mulher Assim Mesmo e O Trem, o público que enchia o galpão delirava.
Parecia uma mistura de Jane´s Addiction com Itamar Assumpção. Guitarras enérgicas e riffs que se mesclavam com uma brasilidade que vem de tamborins, pandeiros e repiques. Dada a boa reação do público e a alegria estampada no rosto dos integrantes do Virna Lisi, aguarde pelos próximos e memoráveis shows da banda.
Antes do Virna Lisi, na primeira noite do Eletronika, os goianos do Black Drawing Chalks tocaram com bastante vigor as músicas de seu disco Life is a Big Holiday for Us. Se as fórmulas e clichês do rock´n´roll clássico não lhe agradam, o Black Drawing Chalks sabe usar isso a seu favor com uma vontade absurda de gritar e tocar alto para ensurdecer a mesmice. Com um telão que mostrava ilustrações psicodélicas feitas pelos próprios integrantes da banda, o show foi um aquecimento nobre para a noite que estava só começando.
No segundo dia de evento, o Eletronika colocou no palco principal do Espaço 104 os grupos Stop Play Moon, Copacabana Club e Minitel Rose. Três nomes que fazem jus ao nome do festival e apresentam músicas dançantes com recursos eletrônicos.
Modelão
Com um figurino bastante exótico, a modelo e cantora Geanine Marques apresentou as músicas de seu projeto Stop Play Moon, que, recentemente, teve a chance de ganhar boa projeção ao participar da edição brasileira do Fashion Rocks.
Após o momento lounge dançante da primeira atração, o Copacabana Club, de Curitiba, colocou a pista para ferver. A animação do grupo se reflete na música que faz, mesclando uma energia new-rave com aquilo que todo mundo espera de uma boa festa brasileira. Apesar de não ter ainda disco físico lançado, as músicas do grupo disponíveis na internet já são bem cantadas pelo público local. Destaque para King of the Night, It´s Us e o hit Just Do It.
Ao final da noite, o trio francês Minitel Rose deu o toque que faltava ao clima rave do Eletronika, com músicas com clima dance retrô e muitos timbres de teclados. Mas para quem ainda queria se divertir pela madrugada após o término dos shows, o Eletronika oferecia no clube Deputamadre as apresentações do duo N.A.S.A. (EUA/ Brasil) e do trio de DJs Killer On the Dancefloor.
Madrugada
A noite francesa foi a última do festival, que se despediu com chave de ouro com apresentação impecável, hipnotizante e viciante do quarteto de DJs do Birdy Nam Nam, um dos principais projetos de electro e hip hop do mundo atualmente.
Formado por Crazy B., DJ Phone, DJ Need e Little Mike, o grupo incendiou o público do Eletronika que pôde conferir uma nova forma de criar música eletrônica ao vivo – cada integrante do quarteto tem a missão de atuar como um instrumento musical (bateria, baixo, sintetizador), agindo como se fosse uma banda tradicional.
Antes do Birdy Nam Nam, subiu ao palco a melhor apresentação da noite (e do festival): Frédéric Rivière, aka Anoraak. Sozinho, munido de voz, guitarra, sintetizadores e teclado, Frédéric fez um passeio pelo synthpop dos anos 80 e segurou muito bem o público curioso Nam Nam, após a apresentação animada do Rubin Steiner, em sua terceira passagem pelo Brasil (este acompanhado por uma superbanda).
A noite de sábado (07/11) foi dos franceses, mas também teve espaço para duas atrações nacionais: a mineira L’Est, que fez um show morno, e para a capixaba ZéMaria, que levou uma boa mistura de rock e sintetizadores.
Metamorfose ambulante
Belo Horizonte é uma cidade privilegiada em ter há 10 anos um festival de música como o Eletronika. Um dos grandes méritos do evento é não se focar apenas em sequências de shows ou grandes palcos para bandas consagradas. A programação abrange desde oficinas e workshops a discotecagens em casas noturnas da cidade.
E, ao longo dos anos, o festival muda de formato e procura ser uma metamorfose ambulante que faz o público reconhecer no Eletronika um festival de vanguarda e ligado às novas tendências.
Inspirado pelo francês Transmusicales, Aluizer Malab, produtor do festival, estendeu a programação do Eletronika para diferentes espaços da cidade pela madrugada.
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/09112009/11/entretenimento-deu-franca-no-eletronika.html

